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Agosto

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A depressão não vai de férias

A depressão não vai de férias, antes pelo contrário, pode piorar no verão. Ouvi há uns dias o podcast "Diz lá Maria" da querida Ana Sofia que fala exactamente sobre isso. Há quem ache o inverno deprimente, eu não concordo. Para mim, e quem sabe para outros, o verão é pior, senão, vejamos os vários motivos possíveis para ficarmos mais em baixo: - por diversas razões laborais podemos não ter direito a férias, os outros vão e nós ficamos - podemos até ter período de férias mas não ter capacidade financeira para ir de férias  - podemos ter férias e dinheiro e não ter companhia que se junte a nós e sózinhos não queremos ou não podemos ir - podemos estar em dieta, não conseguir atingir objectivos e ver corpos esculturais a passear na praia - podemos ver grandes convívios de amigos e não ter as mesmas possibilidades  - podemos ter saudades dos filhos, se formos pais separados, quando não estão connosco - podemos ver outros em festivais e festas populares e não ter amigos ou capacida...

Sobre vidas, parte 2

Com este meu rebuliço de vida, tenho assistido a pessoas que mudam para uma casa arrendada: ou porque se separam ou porque pretendem ter uma casa digna ou por outros motivos. Na minha outra vida, também fui senhoria, embora o seja ainda mas, em menor escala. Nessa vida, e ainda hoje, sempre ajudei e facilitei inquilinos, às vezes prejudicando me a mim mas, eu sou assim mesmo. Faz me confusão pessoas que não ajudam aqueles que lhes vão proporcionar rendimento e que, em princípio, lhes vão cuidar do património. Eu não sou assim e não consigo perceber pessoas que são assim.

Sobre vidas

Nos últimos tempos tenho andado a mexer em vidas de duas mulheres. Uma que ficou viúva duas vezes e à qual tenho ajudado a arrumar a casa. A outra, separou se duas vezes, de dois maridos diferentes. Entre elas há cerca de 8 anos de diferença mas são ambas fornadas, com educação acima da média no entanto uma hiper mega católica e a outra não acredita em Deus; aliás, o nome de cada uma revela mesmo isso. Uma das coisas que têm em comum é a doença ou as doenças a outra, é a acumulação. Isto para dizer que em mudanças e arrumações tenho encontrado duas mulheres que não conhecia: uma porque só conheço há um ano, a outra porque a vida a obrigou a deixar de ser quem era...

Coisas que deixei de comprar

Por aqui, tem havido mudanças, sobretudo para melhor, no entanto, é sempre necessário ter em conta os gastos e a relação qualidade preço sobretudo dos produtos alimentares. Por outro lado, cada vez menos opto por comprar produtos "industriais" e com conservantes. Deixei de comprar guardanapos, passei a usar de pano que tinha do enxoval e nunca tinha utilizado. Deixei de comprar garrafões de água e bebo da torneira mas, felizmente, no dia do apagão da água em Montemor tinha um garrafão de reserva. Deixei de comprar sumos e refrigerantes que não sejam 100% fruta. Deixei de comprar cereais, têm demasiado açúcar e papas de aveia fazem o mesmo efeito. Deixei de comprar detergentes para lavar roupa de marcas conhecidas, escolhendo bem, há de marca branca que deixam a roupa bem lavada e cheirosa. Batatas pre fritas congeladas, deixei de comprar! Deixei de comprar tanta carne como comprava, como cada vez menos e caso sinta falta como, por agora, ando com saudades de comer um bom cozi...

Domingo de Páscoa

20 de abril, domingo de Páscoa. Alguns meses passaram desde que aqui escrevi. Muita coisa de bom e de menos bom aconteceu comigo, tal como acontece com o comum dos mortais mas, aqui, é sobre mim que escrevo. Tenho vivido bons momentos mas os maus também por cá andam. No entanto, com a vida e o seu avançar, consigo perceber quem está comigo e quem não está. Quem fica feliz com as minhas conquistas e quem faz para me derrubar. Tenho pena que assim seja mas, de facto, assim é. A vida não é perfeita para ninguém mesmo porque como se diz por aí, o dinheiro não compra felicidade mas ajuda; mas a saúde essa, nenhum dinheiro consegue comprar. E o tipo de saúde que hoje vos falo é a saúde mental. A falta de saúde mental afecta desde o mais novo ao mais velho. A falta de saúde mental pode ter as mais diversas origens e causas. Mas, um dia escreverei melhor e mais profundamente sobre isso. Tenham todos um Domingo de Páscoa como vos for possível.

Por falar em ausências

Por falar em ausências, não tenho escrito por aqui, embora por aqui vá passando. Inevitavelmente, as redes sociais acabam por ir substituindo os meus escritos por aqui. Sobretudo tenho escrito algumas coisas no meu  Instagram 2024 foi tem sido um ano de mudanças e perdas, de reviravoltas e de ganhos. Neste momento estou a passar por uma fase difícil em alguns aspetos, apesar de ter voltado a trabalhar. No entanto, a vontade de escrever, neste momento é muito grande, quer seja aqui ou no instagram, vão me lendo, por favor!

25 de outubro

Fiz 42 anos há uma semana. Este último ano teve de tudo e mais um par de botas, como se costuma dizer. Muito já aqui foi descrito e algumas coisas mais - e até desejos - estão por desvendar. Há uns dias, expliquei a uma sexagenária a expressão "a vida só é dura para quem é mole" e, de facto, assim é: temos um problema? Bora lá dar lhe a volta porque tristezas também já sabemos que não pagam dividas. Neste momento vivo um misto de emoções: pessoas que perdi, uma avó em recuperação depois de um susto, um novo contrato de trabalho a demorar, entre outras coisas menos boas. No entanto, é de um hotel de 4 estrelas que escrevo. E perguntam vocês: como tudo isso é possível? Como tens força e possibilidade no meio desse misto de emoções e estado de vida? Com muito amor, respondo vos eu, porque, acreditem que é possível!

Morreste me

Este título parece plágio mas não é disso que se trata. Este título poderia ser uma frase que eu diria a muita gente, nos últimos tempos. Muitos me têm morrido, não importa se família ou amigos, o que importa é que fiquei sem eles. Custa me sobretudo os que me morrem de repente e sobretudo os que me morrem com aquela doença que nem consigo escrever o nome pois os dedos fogem me das letras que o compõem de tão estúpida que é a doença, por fazer sofrer quem dela sofre, por fazer sofrer os que estão à sua volta e que demasiadas vezes leva quem ainda podia tinha muito por viver. Por falar em morrer, hoje "morreu-me" mais uma e se ela era grande mas morreu me na mesma. Como é possível este mundo estar cheio de injustiças? Onde crianças morrem sem culpa, onde adultos que mereciam viver e aproveitar a vida a vêm ceifada sem piedade?

O que fizeste neste verão?

O verão que agora terminou foi de facto um verão de mudança e de muita coisa a acontecer. Em termos de trabalho. continuei tal e qual a prestar serviços de produção. No entanto a produção levou me a prestar serviços para uma associação na preparação, manutenção e limpeza de um espaço expositivo que inaugurou no fim do verão bem como acabei por fazer serviços de frente de sala em praças de touros. Por outro lado, especializei-me em limpezas, quer sendo a fazer manutenção num turismo rural assim como tive o gosto de ajudar um amigo na manutenção da sua casa enquanto veio visitar o seu Montemor; é certo que foi um trabalho pago mas foi muito específico e uma boa experiência para mim, uma admiração para outros. Por fim, acabei o verão a servir ao balcão de uma das melhores pastelarias da cidade, com entrada ao serviço às 6h da manhã, o que me proporcionou belas sestas depois de almoço. Cruzei me no entanto com pessoas muito admiradas:  "fazes limpezas? com um curso?", sim, faço, ...

Travesseiros

Hoje escrevo sobre travesseiros e não, não estou a falar do doce, é aquela almofada gigante que se usava dantes. Felizmente, na minha infância e adolescência, no monte do meu avô, dormi muito em travesseiros. Na casa da minha avó também havia. Parecia me que este tipo de objecto para dormir tinha caído em desuso mas parece que não.  Há uns dias fiz uma escadapadinha até Porto Covo, num alojamento onde nunca tinha estado e heis que lá estava o travesseiro na cama, havia almofadas na cama é certo mas o travesseiro faz com que se durma mais próximo da pessoa que partilha a cama connosco!

Sol, Água e Areia

Posso não ser a maior amante de praia, vivo bem sem ela mas, é impossivel descartar o facto de que ir à praia regenera qualquer um, ao nivel do corpo e da mente. Sol, água e areia em conjunto com o silêncio, caso nos consigamos abstrair do que se passa à nossa volta, provoca uma sensação de leveza e descanso que não se consegue em mais nenhuma outra circunstância. Todos deveriam ter essa oportunidade mais que uma vez na vida mas nem todos os conseguem, nem todos vivem junto ao mar ou mesmo podem não ter noção do bem que esta trilogia provoca.

Sobre café

Nos últimos tempos tem entrado na minha vida pessoas que não bebem café. Como assim há pessoas que não bebem café?? A verdade é que existem mesmo pessoas que conseguem sobreviver sem café. Sempre bebi café, comecei a beber com um pacote de açúcar e depois retirei todo, sim, sou dessas pessoas que bebe café sem açúcar. O meu dia começa com um café e ao longo da manhã vou bebendo vários. O meu dia nao funciona, ou pode mesmo ser da minha cabeça, sem um café de máquina. Adoro um café bem tirado, de preferência meia chávena fria, nem curto nem normal, mesmo meia chávena. Normalmente só bebo cafés de manhã, só quando vou fazer serão bebo café depois de almoço. Para mim, a vida não faz sentido sem café!

A vida dá muitas voltas e o mundo é uma ervilha

Todos nós já ouvimos estas duas expressões que são realmente bem verdadeiras. Como já aqui escrevi, num momento estamos bem e o noutro instante estamos mal, ou vice versa. A minha vida tem sido uma autêntica montanha russa, de sobe e desce de entre o positivo e o negativo, entre o estar bem e o estar mal, entre o estagna e o anda a 100 à hora. Junho já lá vai e julho está acelerado, o verão vai passar a correr e depois Feira e Festa e depois aniversário (já serão 42!) e Natal, festinhas e foi se 2024. 2024 tem sido mesmo o ano da mudança em vários aspetos no sentido de melhorar a minha vida, sempre na busca da felicidade mas sobretudo, na busca da liberdade. Parece que LIBERDADE passou a ser a minha palavra favorita, embora ainda não a consiga viver em pleno, obvio que tenho a certeza que nunca ninguém a atingirá na sua totalidade. Sobre o mundo é ervilha, também é verdade, uma ervilha muito pequenina que muitas vezes nos surpreende neste caminho que é a vida. Sendo assim, por aqui, a ...

1 mês e 4 dias

1 mês e 4 dias sem escrever mas hoje voltei. Neste mês muita coisa aconteceu, muitas datas se celebraram, muito haveria para escrever mas já sabem que este blog é um filho que fica sempre para último. Quero deixar apenas duas notas: 1 - durante 9 dias a cidade de Évora vestiu se de Festival Imaterial, tenho pena que muitos amigos não tenham assistido 2 - no mês de maio fez um ano que decidi dar uma volta de 180 graus à minha vida. Muita coisa mudou e mais há de mudar mas o que mais mudou foi a minha cara, que sorri mais por fazer coisas bonitas e ter pessoas bonitas à minha volta.

1 ano

Faz hoje um ano também era obviamente Dia do Trabalhador. Nesse dia, contra minha vontade, fui obrigada a ir trabalhar. Por um lado fui contravontade mas, por outro, ainda bem que fui. Maio de 2023 foi um mês decisivo na minha vida, incluindo a nível laboral, pois, nesse mês foi possível perceber que estava há tempo demais a trabalhar naquele local. Maio de 2023 foi um mês agridoce. Mas, voltando ao início, ainda bem que fui trabalhar, que esse dia teve consequências e consegui perceber bem o mundo que me rodeava.  

Sobre Associativismo

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No concelho de Montemor, existem mais de uma centena de associações, sempre assim me foi dito e assim é. Desde cedo que me lembro de "fazer parte" de associações e movimentos associativos bem como de um partido político. Durante 12 anos, trabalhei numa associação cultural profissional, logo com um cariz diferente das tradicionais associações onde muitos trabalham sem receber. Este ano, decidi associar me em duas associações e fundar a minha própria. Decidi ser sócia da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo no início deste ano. Todos devíamos ser sócios desta associação, porque, mais dia menos dia, todos precisamos dela e dos seus serviços. Há uns dias, estive presente na Assembleia Geral desta associação. Não sei quantos sócios tem mas não estavam mais de 20. Esta associação passou em tempos por muitas dificuldades financeiras, situação que a atual direção conseguiu inverter. Portanto, os corpos sociais desta e de outras associações dedicam o seu...

O Tempo

Já aqui devo ter escrito que o tempo não corre, boa. Lembro me da minha ânsia de fazer 18 anos, pois bem, desde aí que parece que o tempo corre e já vou a caminho dos 42. Os dias passam a correr e as rotinas repetem se cada vez com menos tempo de intervalo. Para a semana a minha filha faz 6 anos e parece que ainda foi ontem que me abriram a barriga para a tirar. O tempo é algo que não conseguimos controlar mas devíamos  ter um mecanismo para o parar de vez em quando.

O que devemos privilegiar

Há uns tempos encontrei uma publicação que resolvi anotar, tem a ver com as prioridades que uma mulher deve priorizar na vida, para além do trabalho, da casa e da família, a saber: - almoçar ou jantar com amigas/amigos - ir ao cinema e/ou ver séries - ler um livro - cuidar da pele, do cabelo, dos dentes e fazer depilação (eu acrescentaria fazer massagens regularmente) - comprar roupa - deitar cedo Então da minha parte, o que tenho cumprido!? O primeiro e último pontos bem como tentar cuidar um pouco mais de mim! Amigos e amigas, pensem em vocês!

Detox do Mundo

Hoje de manhã, bebi café com uma amiga que me dizia que tem muitas tarefas na sua vida e aos poucos, está a tentar reduzi las. Tenho cada vez mais vontade de fazer o mesmo. Estou naquela fase em que sinto que tenho demasiadas janelas abertas na minha vida, como um motor de busca de um computador. Precisava de férias de tudo, sobretudo das tecnologias que tanto de tóxico trazem à nossa vida e cada vez menos nos trazem coisas positivas. A vida não é fácil para ninguém e todos têm os seus problemas, as suas dores físicas e psicológicas e as suas fragilidades mas, caramba, as coisas menos positivas podiam ser mais bem dividas, assim como algumas pessoas que não fazem nada pela sociedade, poderiam dar um pouco mais do seu contributo. Sei de um local onde poderia passar dois ou três dias simplesmente a comer e a dormir, talvez daqui a umas semanas, depois de algumas tarefas pendentes arrumadas, o consiga! Torçam por mim!